Quando pensamos que a gestão Wladimir Garotinho não poderia se superar em desmandos, surge mais um escândalo, agora envolvendo a Fundação Jornalista Osvaldo Lima (FJOL). Desta vez, a denúncia é gravíssima: falsificação de documento público, algo que atinge o coração da moralidade administrativa.
A ex-presidente da FJOL, professora Auxiliadora Freitas, teve sua assinatura falsificada em um documento oficial. Diante da gravidade, seria de se esperar uma resposta contundente e transparente do governo. No entanto, o que se viu foi a abertura de uma sindicância que, até agora, não passou de um teatro mal ensaiado. Nenhum responsável foi identificado, e as cobranças por respostas têm caído em ouvidos moucos, escancarando a falta de compromisso com a verdade e a justiça.
O caso foi levado ao Ministério Público Estadual, que agora carrega a responsabilidade de investigar o episódio. A pergunta que fica é: até quando o governo Wladimir Garotinho continuará agindo como um escudo de omissão e irresponsabilidade? A ex-presidente, vítima de um crime tão grave, foi exonerada, enquanto a empresa beneficiada com o documento falsificado, localizada em Magé, segue intocada, com seu contrato renovado por aditivo.
Esse cenário evidencia uma gestão que não respeita os princípios da ética pública. A população, que já sofre com a precariedade dos serviços, assiste atônita à conivência do governo com práticas que corroem a confiança nas instituições. Cada ato de omissão é um tapa na cara de quem paga impostos esperando por uma administração séria e comprometida.
É hora de exigir mudanças. Este escândalo não pode ser tratado como mais um na longa lista de absurdos da administração pública local. A sociedade precisa se mobilizar para que os culpados sejam punidos e para que esse tipo de prática vergonhosa não se repita. O governo de Wladimir Garotinho deve explicações claras e imediatas.