Enquanto o endividamento das famílias brasileiras bate recordes, o governo federal aprova uma medida que pode aprofundar ainda mais a crise financeira da população (ASSISTA AO VÍDEO). O uso do FGTS como garantia para empréstimos consignados na iniciativa privada levanta sérias preocupações sobre o impacto na segurança financeira dos trabalhadores, que agora correm o risco de perder parte de sua reserva em prol do sistema bancário.
Atualmente, quase 76,1% das famílias brasileiras estão endividadas, e mais de 73 milhões de cidadãos constam nos registros de inadimplência. Com juros que podem ultrapassar 100% ao ano, especialistas alertam que a estatização do risco do crédito, ao transferi-lo dos bancos para os trabalhadores, pode criar um novo ciclo de vulnerabilidade econômica.
A política econômica em curso reforça o domínio do setor bancário, que, apesar de cobrar taxas de juros exorbitantes, mantém lucros crescentes sem assumir riscos. O Banco Central, por sua vez, mantém uma taxa de juros elevada, limitando o acesso ao crédito e desestimulando o consumo, o que contradiz a justificativa oficial da ampliação da oferta de crédito.
Críticos apontam que a permissividade do governo em favorecer os bancos não é inédita. Escândalos passados, como a venda irregular de cadastros de aposentados e a liquidação de precatórios em benefício de instituições financeiras, reforçam temores sobre o real impacto dessa nova medida. Enquanto isso, milhões de trabalhadores podem ver seus direitos comprometidos em um modelo de endividamento sem precedentes.